Thomar Arte / O Cruzado - Coleccionismo e Antiguidades e Conservação & Restauro de Documentos Gráficos

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Dicas

 

1 – Conceitos

 

Preservação: Acção de retardar ou prevenir a deterioração de que são susceptíveis os bens culturais. A prevenção dá-se mediante o controle das condições ambientais, do acondicionamento e manuseio das obras, visando a estabilidade química e física dos materiais que as compõem. A preservação do acervo está ligada à política de administração da instituição, ao sistema de segurança e à conservação do edifício onde se encontrem as obras.

 

Conservação Preventiva: Intervenção superficial, não age sobre a estrutura química ou física da obra. Realiza-se mediante limpeza e retirada de agentes agressivos à obra (como pó, dejectos de insectos, esporos de fungos, clipes, grampos enferrujados, dobras, vincos etc.). O acondicionamento (caixas, por exemplo), com material adequado, auxilia na prevenção de problemas ao formarem barreiras entre a obra e o ambiente.

 

Conservação Curativa: Intervenção mecânica através de acréscimos de materiais, como reintegração com papel japonês, com papel livre de ácidos, etc.

 

Restauração: Intervenção que altera as propriedades físicas e químicas da obra, tais como banhos de desacidificação, remoção de manchas, remoção de adesivos com solventes químicos, hidratação do couro da encadernação etc.

 

2 – Factores que alteram os documentos e/ou livros

 

Luz: A luz é definida como ondas electromagnéticas que se propagam da fonte ao receptor. A luz é uma forma de energia e a energia está sempre em movimento. Entretanto, esse movimento não é uniforme, mas se realiza por ”saltos”. Os materiais que compõem os acervos (papel, tinta, couro etc.), ao absorverem parte dessa energia, terão as suas moléculas mais activas que o normal, e transmitirão para outra molécula esse movimento iniciado ao receber a iluminação. Por exemplo, uma molécula de celulose, ao absorver essa energia, poderá transmitir o excesso para uma molécula de oxigénio ocasionando uma oxidação e possível ruptura da cadeia molecular – o que causará um enfraquecimento do papel. Se a reacção se der com a lignina teremos o escurecimento do papel, por exemplo. É, pois, uma reacção em cadeia, de efeitos acumulativos, ou seja, tornar-se-ão mais intensos a cada nova exposição, e irreversíveis. A temperatura e a humidade relativa do ar (HR) são factores que aceleram esse processo.

 

Humidade e Temperatura: O papel interage com o meio ambiente de forma constante, absorvendo ou libertando humidade, conforme a temperatura. O papel necessita de água para manter a flexibilidade das fibras, porém se a absorção for maior do que o necessário, as fibras ficarão “encharcadas”, se menor teremos o recalcamento do papel. Em ambos os casos, teremos como consequência a quebra da cadeia molecular, seja pelo baixo teor de humidade, seja pelo apodrecimento das fibras, (alto teor de humidade). O excesso de humidade será também um meio de desenvolvimento de agentes biológicos, em especial os fungos, que estão em suspensão no ar e ao encontrarem um ambiente propicio ao seu desenvolvimento, depositar-se-ão sobre o papel, do qual extraem os nutrientes necessários ao seu metabolismo.

 

Agentes poluidores: Em grandes cidades, não é preciso falar muito, é de conhecimento geral os efeitos nocivos da poluição. O ar está contaminado por dióxido de enxofre, dióxido de nitrogénio, monóxido de carbono, etc., que ao se combinarem com a HR formam ácidos que degradam a celulose, quebrando a sua estrutura molecular.

 

3 – Cuidados a ter com os seus livros

 

Guardar os livros no sentido vertical. Os maiores e muito pesados devem ser guardados no sentido horizontal, com empilhamento máximo de três volumes.

 

Não retirar os livros da estante pela borda superior da lombada. O ideal é segurá-la com firmeza pelo meio.

 

Não colocar os livros "apertados" na estante. A forma correcta é manter os volumes nas estantes com folga entre eles e fique mais fácil o seu manuseio e a circulação de ar entre as obras.

 

Não deixar o livro aberto voltado para baixo.

 

Evite fazer anotações em livros e documentos. Caso seja necessário, use lápis sem fazer pressão no papel, nunca utilize caneta.

 

Nunca faça ou permita que façam dobras nos cantos das folhas para marcar as páginas de um livro, revista ou qualquer tipo de publicação. Esta dobra provoca a quebra das fibras do papel que, com o tempo, torna-se numa ruptura.

 

Manuseie as páginas com cuidado, sempre folheando pela borda superior da folha.

Não deve folhear as páginas com os dedos humedecidos em saliva. Além de atrair insectos para o documento, ao fazer, estará a ingerir os agentes nocivos que estejam presentes no documento.

 

Não apoie os cotovelos sobre os livros. A pressão feita nas folhas irá danificá-las.

 

Em caso de infestação separe o livro para não contaminar os demais. Evite uso de remédios caseiros ou de supermercados, pois a toxidade desses produtos podem fazer mal a quem o usar e não exercer nenhuma acção sobre os insectos presentes nos livros.

 

Não faça reparos com fitas adesivas. A cola dessas fitas cristaliza-se no papel deixando marcas irreversíveis, além do efeito adesivo ter pouca durabilidade.

 

Nunca se alimente em salas de leitura ou bibliotecas. Um invisível resto de alimento pode atrair insectos e até roedores nocivos ao papel, que podem causar danos irreparáveis aos documentos.

 

Não fumar nas áreas de acervo. O fumo entra em reacção com o papel acelerando o processo de envelhecimento.


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